segunda-feira, 16 de agosto de 2010

E-LIXO: PARA ONDE VAI?


A era tecnológica e digital fez surgir, nos últimos anos, um grave problema: a acumulação do lixo eletrônico. Diariamente, milhares de aparelhos e equipamentos como computadores, televisores, câmeras, impressoras, celulares, baterias, iPonds e outros são destacados ou substituídos, pois se tornaram obsoletos para muitos usuários.
Rômulo Lima Meira (licenciado em geografia, pós-graduado em educação e cultura, professor do Colégio Sacramentinas, Vitória da Conquista - Bahia End. Eletrônico: romulomeira@ig.com.br)

     A todo momento, aparelhos eletrônicos chegam ao mercado, seduzindo consumidores a trocarem os seus (que ainda funciona perfeitamente) por novos, que possuem mil recursos, todos imprescindíveis, segundo nos fazem crer. Esse é um artifícil planejado pelos fabricantes de eletrônicos, que contribuem para aumentar o lixo eletrônico ou E-lixo.

PERIGOS AMBIENTAIS
    Em todo mundo, a produção de lixo eletrônico cresce diariamente, representa um grande problema ambiental e consequentemente um grave problema para o ser humano e o planeta.
    Muitos desses produtos contem substâncias tóxicas, como mercúrio e chumbo, que ao serem liberados no ambiente podem inutilizar o solo e contaminar os lençóis freáticos.
    No Brasil, são comercializados 13 milhões de computadores por ano, e a estimativa e de que um milhão de unidades seja descartado no mesmo período. Segundo a Agencia Nacional de Telecomunicações (ANATEL), em fevereiro desse ano o número de aparelho de telefones celulares já ultrapassava mais de 176 milhões. Esse produto tem média de dois a quatro e, em breve, ficaram absoletos e serão substituídos por equipamentos mais modernos.
    Os estados Unidos, o Japão e alguns países da Europa já possuem técnicas de reciclagem desses materiais eletrônicos. O interesse pela sucata eletrônica tem motivos econômicos. Por exemplo, muitos computadores possuem metais preciosos em sua composição, como o ouro e a prata. Alem de valiosos, 98% desse material podem ser reutilizados.
    Os detritos eletroeletrônicos estão entre as categorias de lixo que mais crescem no mundo. Segundo um relatório da Organização das Nações Unidades (ONU), o Brasil é o quarto país do mundo em quantidade de lixo eletroeletrônico. Diante desta realidade, foi solicitado que o país começa a adotar estratégias para suportar o crescimento do lixo tecnológico, que se acumula em várias partes do mundo sem nenhum controle. Outra solicitação seria incentivar as empresas a firmarem um pacto de recolhimento e reciclagem de todo o lixo eletrônico produzindo por elas no país.
   
RECICLAGEM E REINSERÇÃO
    Um projeto pioneiro no Brasil é o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática, da Universidade de São Paulo (USP), que receba bens tecnológicos obsoletos. Os equipamentos que ainda tem condições de uso são redistribuídos e os outros são reciclados. O mesmo é feito pelo Centro Social Marista (Cesmar), em Porto Alegre, que recondiciona computadores e os doa a escolas. Iniciativas como estas estão surgindo em diversos pontos do país. Enquanto isso, o Ministério de Meio Ambiente e o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) firmaram parcerias para criar um inventário de quanto lixo eletrônico o Brasil produz e onde ele vai parar.
    Tais projetos estão sendo desenvolvidos também com o objetivo de mudar o comportamento do consumidor, pois, não precisamos trocar de computadores todos os anos ou comprar um celular com essa mesma freqüência. Quanto mais eletrônicos adquirimos, maior será a quantidade de lixo gerado. Por isso, cuide bem, de seus produtos e tente evitar os constantes apelos da mídia e da moda. Caso precise realmente comprar um novo aparelho, enquanto o seu ainda estiver funcionando, doe o usado para alguém que vá aproveitar. Dessa forma, ainda é possível prolongar a vida útil e a pessoa que o receber não precisará comprar um novo tão logo. Isso é consumo consciente!
    Um mundo que depende cada vez mais tecnologias precisa também de novas mentalidades. O consumo é necessário à vida e à sobrevivência de todos; o problema é quando o consumo de bens e serviços acontece de forma demasiada, levando à exploração excessiva dos recursos naturais e inteiramente no equilíbrio do planeta.

Fonte: Revista Mundo Jovem. Agosto de 2010, página 18 (http://www.mundojovem.com.br)

**Procure saber, na sua cidade ou região onde podemos depositar o E-lixo ou quem o recolhe e nos informar sobre (com o número do telefone, endereço etc).


Terceira Apostila 

domingo, 15 de agosto de 2010

COLETA SELETIVA


Após ter concluído a produção das caixas recicláveis, os alunos do 1º ano K liderados pela professora de educação ambiental Fátima, foram ao pavilhão do ensino fundamental 1 (escolinha) distribuir as caixas nas salas e conversar sobre o futuro do planeta, explicando o significado de cada cor e a importância da separação do lixo, para um meio ambiente melhor (...). 

Pedro explicando o significado da cor azul.
A professora Fátima falando com os alunos a importância da separação do lixo, botando cada resíduo na sua respectiva caixa. 

Amisadai explicando o dever que cada um tem para a preservação do meio ambiente. 


Texto: Felipe Ferreira
Foto: Caroline Galvão

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

COLETA SELETIVA


    Coleta Seletiva ou Recolha Seletiva é o termo empregado para o recolhimento dos materiais que são passíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora. Dentre os materiais recicláveis podemos citar os diversos tipos de papéis, plásticos, metas, vidros e madeira (...).
    A separação na fonte evita a contaminação dos materiais reaproveitáveis, aumentando o seu valor de uso/venda e diminui os custos de recicláveis.
    Para iniciar um processo de coleta seletiva é preciso avaliar, quantitativamente, o perfil dos resíduos gerados em determinado município/localidade, a fim de estruturar melhor o processo de coleta.
 
O LIXO

    O lixo deteriorável (biodegradável), composto pelos restos de carne, vegetais, frutas, etc. É separado do lixo restante, podendo ter como destino os aterros sanitários ou entrarem num sistema de valorização de resíduos ou, ainda, usados no processo de com postagem para a formação do adubo natural.
    No meio social, inicialmente, os resíduos resultantes da atividade humana tinham como destino as da quantidade de resíduos e da evolução tecnológica, aliado aos interesses econômicos de busca de mais matérias-prima de baixo custo a vulgarmente designado LIXO começa a perder o caráter pejorativo do nome e passa a ser considerado como resíduo passível de ser reciclado (reaproveitado).
    Com as tecnologias atuais apenas uma ínfima parte dos resíduos urbanos não são passíveis de reaproveitamento, sendo direcionado para unidades de eliminação dos mesmos, normalmente aterros sanitários.
    Felizmente a maior parte dos mesmos pode ser destinada ou reaproveitada, quer seja reciclagem ou outros tipos de reaproveitamento, logo, a Coleta Seletiva tem como objetivo a separação dos resíduos urbanos pelas suas propriedades e pelo destino que lhes pode ser dados, com o intuito de tornar mais fácil e eficiente sua recuperação.
    Assim, pretendem-se resolver os problemas de acumulação de lixo nos centros urbanos e reintegrar os mesmos no ciclo industrial, o que trás vantagens ambientais e econômicas. Os pontos onde são depositados para a recolha são denominados de lixões ou Ecopontos. Estes podem oferecer vários tipos de coletores, de acordo com as especificidades dos resíduos das zonas e das respostas de tratamentos existentes pelas entidades que procede aos seus encaminhamentos para os centros de valorização.

CORES PADRONIZADAS DAS LATAS DE LIXO  (Conforme resolução do CONAMA nº. 275, de 19/06/2001)
Azul-papel ou papelão
Amarelo-metal
Verde-vidro
Vermelho-plástico
Marrom-orgânico
Laranja-resíduos perigosos
Preto-madeira
Cinza-resíduos gerais não recicláveis ou misturados ou contaminados não passível de separação.
Roxo-radioativos
Branco - resíduos ambulatórias e de serviço de saúde.

Fonte: http://pt.wikipedia.org./wiki/coleta_seletiva (Acesso em 10/06/2010)

 Segunda Apostila.

Educação Ambiental: o que é?


     É o ramo da educação cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o meio ambiente (do planeta, do país, da cidade, do bairro/da rua onde residimos, etc.) a fim de ajudar à sua preservação e utilização sustentável dos seus recursos.
    Surge a partir do crescente interesse do homem devido às grandes catástrofes naturais que têm assolado o planeta nas últimas décadas. Atualmente os problemas causados pelo aquecimento global obrigaram o mundo a refletir sobre a necessidade de impulsionar a Educação Ambiental.
    A Educação Ambiental, no Brasil, torna-se lei em 27/04/1999 – lei nº. 9.795 – Lei da Educação Ambiental, que em seu artigo 2º afirma: A Educação Ambiental é um componente essencial e permanente de Educação Nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal ou não formal.
    Busca-se com ela, a partir de uma leitura de mundo sob o ponto de vista ambiental, despertar a preocupação individual e coletiva para essas questões, garantindo ao estudante o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência critica e estimulando a ação e o enfrentamento das questões ambientais e sociais e, consequentemente, formando sujeitos ecológicos.
    A Educação Ambiental tenta desperta em todas as pessoas a consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente procurando superar a visão antropocêntrica, que fez com que o homem se sentisse sempre o centro de tudo esquecendo a importância da natureza, da qual, Ele – O Homo sapiens sapiens é parte integrante.
    É uma ação educativa permanente, pela qual a Comunidade/Escola/Colégio/Família toma consciência de sua realidade global, do tipo de relacionamento que os homens estabeleceram entre si e com a natureza, dos problemas derivados desses relacionamentos e suas causas profundas. Essa ação educativa desenvolve-se mediante uma prática que vincula o estudante com a comunidade, com os valores e as realidades, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as sensibilidades afetivas, as capacidades cognitivas, as habilidades e atitudes.
   
Adaptado de: Wikipwdia.org/wki/educa%A7%C3%A3o_ambiental (Acesso em 08/06/2010)
Idem http://pga.pgr.mpf.gov.br/pga/educacao/que-e-ea/o-que-e-educacao-ambiental (Acesso em 08/06/2010).

Primeira Apostila.